Poema – O valor reconhecido

Nos primórdios da nossa história,

por vezes oculto em nossa memória…

em uma terra longínqua, em um litoral desconhecido…

Intérpretes missionários, mediadores e visionários,

Capitães-mores, portugueses… dentre eles João Ramalho…

seguiam por trilhas acentuadas

como a dos Tupiniquins, nos campos de Piratininga,

na tentativa de se comunicarem com tribos assustadas,

em uma língua indígena completamente desconhecida.

 

E lá se vão mais de quinhentos anos…

Aquela escrita em uma simples folha de pergaminho,

com pena longa e fina,

repousa serena e dá vida a novas tecnologias.

E o tradutor, com dedos ágeis e precisos,

agora manipula o teclado que outrora nem existia.

                  

Por quanto tempo ele estará em ação?

Por muitas horas, quem sabe quantas serão?

Não é possível mensurar o tempo dedicado

a cada novo trabalho que surge pelas mãos

daquele tradutor que na sua labuta

vara a noite e enfrenta o dia

em prol de uma boa tradução.

 

Um novo trabalho é solicitado e qualquer esforço é esquecido

pelo simples entusiasmo de um novo desafio a ser estabelecido.

Mas quando o projeto é entregue e o elogio é recebido,

o tradutor certamente se deleita embevecido.

 

Não temos palavras para tal enlevamento.

Somos por diversas vezes deixados ao relento.

Traduzimos com amor, dedicação e sentimento,

mas não tínhamos ainda o devido reconhecimento.

 

Andreia de Jesus Cintas Vasquez e Damiana Rosa de Oliveira

levantaram essa bandeira, em prol da união de uma categoria

que trabalha por infinitas horas sozinha,

transpondo as emoções em um texto contidas.

 

Parabéns a nós, intérpretes, tradutores,

legendadores ou audiodescritores

que, mesmo dos bastidores,

somos legítimos transmissores

das palavras e dos textos dos seus autores.

 

Agradecemos aos governantes desta cidade tão linda

que nos deu acolhida.

Agradecemos ao excelentíssimo Presidente Pery Cartola

pelo projeto de sua autoria,

que foi aprovado por Vossas Senhorias,

na Câmara de São Bernardo…

o Palácio de João Ramalho…

e que nos homenageia com louvor, neste inesquecível dia.

 

Direitos Autorais: Ligia Maria Ribeiro

 

 

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